Poema

A vítima da vida

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A vítima da vida acorda, passa o dia e vai dormir do mesmo jeito.

A vítima da vida acha que pra nada tem jeito,

Que tudo está pronto, tudo está dado.

Ainda que tudo esteja ali para ser cultivado.

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A vítima da vida anda em círculos.

Procura pela vida perfeita e não acha!

Rejeita tudo que não seja do jeito que ela quer.

O jeito que ela quer não chega nunca.

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Ela não quer ser surpreendida. Ela quer tudo morno.

Tudo mais-do-mesmo.

Só quer receber tudo e não quer dar nada.

E, mesmo quando recebe, não gosta do que vem.

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“Que graça tem?

O que veio não foi exatamente o que eu pedi!”

Ela acha que só ela sabe o que é bom pra ela

Seus gostos não mudam muito conforme o tempo passa.

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A vítima da vida não se encontra com ninguém: apenas convive.

Pois, pra ela, nada nem ninguém deveria ser como é.

A vítima da vida morre um pouco mais a cada dia:

Transforma dia em noite e noite em escuridão.

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Um dia a vítima da vida resolveu que queria viver.

Deixou de ser vítima! Se encontrou com a responsabilidade.

Passou a encarar que ela podia mudar muita coisa.

Substituiu o receber pela troca. Agradece a cada dia. Hoje é feliz!

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