Conquista

Você se arrisca? – O risco como peça fundamental na conquista amorosa

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Olá!

Estes dias eu estava pensando em conversas que tenho tido com pessoas sobre o tema da conquista. Tenho percebido que, não só as mulheres, mas os homens também estão se sentindo perdidos nisso. MUITO perdidos. E é algo compreensível devido ao fato de que, atualmente, não existe mais um papel definido para cada sexo em quaisquer das etapas de uma relação. Na contemporaneidade, o que predomina é a fluidez, é a ausência de limites claros e padrões, onde o que determina as ações são as escolhas particulares de cada um. Isso tem o seu lado bom e o seu lado ruim. Enquanto que, por um lado pode trazer um tom mais orgânico, mais vivo para as relações, por outro pode trazer muita insegurança e muitas, muitas dúvidas.

Então, antes de efetivamente começar o texto, dois recadinhos:

Mulheres: não são só vocês que estão se sentindo assim. Os homens também estão. Tente olhar para o lado deles também, e verão que estamos tratando aqui de algo complexo. Eles também têm medos, inseguranças e fantasias catastróficas na mente deles. Com o detalhe de que não foram criados com o hábito de pedir ajuda em questões emocionais, e muito menos de expressar-se sobre isso.  Resultado: confusão.

Homens: dando-se conta da confusão, tente algo novo, busque ajuda. Seja profissional, seja de um amigo/amiga. Ou então, em um texto de blog como esse ou outros que venham de encontro com o que você considera que faça sentido pra você. Converse mais. Leia mais. Troque figurinhas! Arrisque-se mais, pois já que estamos falando em quebra de padrões, aproveite-se disso a seu favor. O texto de hoje é pra vocês!

A verdade é que estamos no mesmo barco. E um dos objetivos deste texto é fazer com que vocês percebam isso.

Eu me arrisco o suficiente?

Pessoas do meu coração. Homens. [E também mulheres.] A primeira coisa que você precisa ter em mente antes de querer buscar um relacionamento saudável, é que você terá de lutar por ele, direta ou indiretamente. Ou seja, você vai precisar se arriscar e ser pró-ativo. Isso significa que vão ter momentos em que não terá garantias, em que você vai precisar correr o risco. Vou ser chata e repetitiva neste texto, mas é para o seu bem.

Ouço homens me dizendo:

“As mulheres nunca se interessam por mim.”

“Ela me disse que não quer se envolver e que é pra eu não criar expectativas românticas, mas eu vou tentar mesmo assim, porque eu a amo.”

“Ela não terminou com ele ainda. Mas pode ser que termine, né? Eu não consigo sair disso agora, mesmo. Vou esperar pra ver o que vai acontecer.”

O que estas frases têm em comum?

A ausência de risco. Exatamente. Pode parecer que não, mas só a princípio. Quando você pré-determina que ninguém se interessa por você, você está se protegendo e excluindo qualquer possibilidade de arriscar-se. E quando você insiste em algo que já está fadado a dar errado, você também não está se arriscando. Porque, se já está certo pra ela que ela não quer se envolver, ou se ela já está com outro cara, essa é a zona conhecida e você já sabe muito do que vai vir por aí. Dá tempo de você armar suas defesas e ficar minimamente bem na situação.

Sabe o que seria um risco de verdade? Seria se você investisse em uma mulher que te abre possibilidades. A mulher que tem 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado. Essa sim é de botar medo, não é? Porque você não sabe o que vem dela, você não sabe onde isso pode te levar.

“Ah, Elisa, mas assim você está fechando as possibilidades dele. E se essa mulher só peeeensa que não quer se envolver, e acaba se envolvendo? E se aquela mulher realmente terminar com o relacionamento atual e der chance pra ele?”

Ainda assim. Ainda que exista a probabilidade de que ela se envolva “sem querer”. Ou de que a outra termine pra ficar com ele. Onde está o risco maior, e a abertura maior de possibilidades para o novo? A que a mulher não diz nada e está solteira, e o homem precisa ir tateando essa relação e construindo o caminho, ou a que a mulher pré-determina o que vai acontecer, mantém um relacionamento paralelo e esse homem já encontra esse caminho meio pronto (de certa forma previsível)? Ainda que o “pronto” aí seja para o mal, ainda não é algo novo. Ainda não é risco produtivo. O risco para o mal é o risco improdutivo.

O risco produtivo é o risco onde você encontra as possibilidades em aberto para o novo, onde você realmente precisa entrar sem garantias, sem saber o que vai encontrar. E é nesse risco que a mulher que você procura está inserida.

O risco produtivo NÃO está:

– Na mulher que te diz que não quer se envolver.

– Na mulher que já está em um outro relacionamento e te mantém como segundo plano, te mantém na garantia.

– Na mulher que não vê qualidades em você e não te dá abertura.

– Na mulher que não retorna suas mensagens e/ou ligações.

– Enfim, na mulher que não quer ser conquistada por você.

O risco produtivo está:

– Na mulher que faz com que você se sinta feliz ao lado dela.

– Na mulher que valoriza os seus esforços.

– Na mulher que gosta de ser conquistada por você, te retribuindo com carinho, e que também gosta de te conquistar.

– Na mulher que mostra que existe espaço pra você na vida dela.

Entretanto, meu amigo, eu te pergunto:

Você realmente quer conquistar a mulher dos seus sonhos?

Você está pronto para o risco produtivo?

Você está pronto para se expôr, expôr suas qualidades, deixar que esta mulher te conheça, sem garantias de que ela vá querer você, sabendo que você pode ganhar um “não”…. e que também pode ganhar um “SIM”?

Aí é que está o pulo do gato.

A única maneira de abrir possibilidades para uma mulher te querer, é que você se exponha ao risco.

  • Se você achar que não tem nada de bom para oferecer a ela como pessoa – e isso vai além de beleza, de sexo, e de um contato superficial – então é isso que você vai mostrar pra ela: que não vale a pena investir em algo com você. Ou então, se você sabe que tem algo ótimo em você e, entretanto, não expõe isso para ela por medo de receber um não, novamente nada de bom irá acontecer.
  • Se você continuar dando chances para aquelas mulheres que você sabe que não estão interessadas em você do jeito como você gostaria, você está garantindo apenas o “não” que você já tem.
  • Se você está investindo em uma mulher que só sabe fazer jogos e mais jogos, é ela quem tem medo e você não precisa se sujeitar a isso. Recolha-se e invista na mulher que sabe perder o medo na hora certa. Que sabe que os jogos têm limite, que sabe a hora de abrir mão da defesa e de se entregar.

Você duvida de que essa mulher existe? Comece a arriscar-se, a sair da zona de conforto conhecida e a valorizar-se enquanto pessoa. Eu te garanto que a probabilidade dessa mulher aparecer irá aumentar, e muito. A única coisa que eu não posso fazer é te dizer que você não vai receber um “não”. Mas esse pode ser o seu primeiro passo. Aprender a receber um “não” e seguir em frente de cabeça erguida. Topa? Assim você se aproxima do seu glorioso SIM! 🙂

Um abraço!

Elisa

Conquista

“É sempre a mesma história. E agora?”: descubra uma dica valiosa para sair da ladainha.


Olá!

Hoje eu vou falar um pouco sobre ciclo amoroso vicioso.

Você já esteve em uma situação de repetição na sua vida amorosa, onde você queria que tudo fosse diferente, mas as coisas acabavam acontecendo sempre do mesmo jeito, como um disco arranhado?

Exemplos:

– Você nunca conhece alguém interessante;

– Você sempre conhece pessoas muito interessantes no início, mas que depois elas parecem se transformar em outra pessoa pelo qual você não sente o menor interesse;

– Seus namoros têm términos parecidos, com histórias repetidas de traição e desrespeito;

– Você entra nas suas relações cheio de amor pra dar, mas sempre termina esgotado e de coração partido.

– Você acha que nunca alguém realmente se interessa por você.

– Você está sempre tendo as mesmas discussões com seu marido/esposa, pelas mesmas insatisfações.

Ou então, você tem aquele amigo que sempre vai te contar as “novidades” do seu novo investimento amoroso e você nem se anima mais de ouvir porque já sabe de tudo o que vai acontecer? E ainda aquela amiga que sempre reclama com você das mesmas coisas do namorado, e você não sabe mais o que aconselhar a respeito.

Deu pra sentir o espírito da coisa? O “ciclo amoroso vicioso” foi um nome bonitinho que eu encontrei para dar às situações que se repetem e parecem ser um verdadeiro carma na vida amorosa de uma pessoa. Em todas elas existe algo em comum: um grande desconforto acompanhado da sensação de que se está preso e que as coisas parecem ser muito difíceis de mudar.

Pois eu preciso te dizer: há solução para esse problema!

E a primeira coisa que você precisa entender é que a sua relação com o mundo e com as pessoas não é meramente uma série de acontecimentos fortuitos e sem conexão. Isso quer dizer que: você cria o seu ambiente ao mesmo tempo em que o seu ambiente cria você.

Existe um fenômeno estudado pela psicologia que recebeu o nome de “percepção seletiva”. Falando bem resumidamente e de uma maneira bem simplista, você seleciona as coisas que percebe no mundo de acordo com seus conteúdos internos. Ou seja: seus desejos, seus sonhos, suas fantasias, suas necessidades, entre outros. Estes conteúdos influenciam sua percepção de forma que você não vê tudo o que está no seu ambiente – isso seria impossível. Você faz recortes dele e ainda o complementa com suas interpretações, suposições, deduções, pensamentos e sentimentos a partir do que você viu. Você projeta isso tudo no mundo. Dois exemplos muito comuns e bem concretos: aparecem muito mais doces de dar água na boca na sua frente enquanto você está de dieta; ou quando você está fugindo de alguém ou querendo muito encontrar uma certa pessoa você encontra gente parecida com ela toda hora na rua, a ponto de achar que é ela mesmo!

E aí você me pergunta:

“Ok, Elisa, mas então o que isso tem a ver com a minha vida amorosa? Como isso pode me ajudar?”

Tem a ver que você só vai conseguir quebrar o ciclo vicioso externo do qual você se queixa quando quebrar o ciclo vicioso interno primeiro! Se a sua vida amorosa mais parece uma cena que se repete inúmeras vezes da mesma forma, isso significa que dentro de você tem algo que está também se repetindo inúmeras vezes.

Para mudar o mundo de fora é preciso mudar o mundo de dentro. É preciso primeiro cuidar dos seus pedidos internos.

Pergunta valiosa:

O que está pedindo resolução dentro de você ou na sua vida? Inclusive pode ser fora da temática dos relacionamentos.

Exemplos:

– Medo de ficar sozinho

– Raiva que ainda sente de um(a) ex

– Aquilo que sua esposa/marido fez com você há 10 anos atrás

– A frustração de não estar trabalhando com o que gosta

– Medo de quebrar a cara de novo

– A perda de algo ou alguém próximo, que pode ter acontecido recentemente ou há muito tempo

– A insatisfação com o corpo ou com as próprias atitudes

– Um acontecimento importante ou difícil que se aproxima

Para cuidar da sua vida amorosa, cuide das suas dores, medos e anseios primeiro. Dessa forma, você vai ganhar mais energia e um estado mais aberto de relacionamento com o mundo e com as pessoas à sua volta. Isso vai te ajudar a abrir novas opções de escolha, e escolhas mais conscientes e saudáveis.