Relacionamento · Término

“Tenho uma dor imensa que se chama ‘Adeus’…”- Como lidar com o término?

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Foto: Bára Vávrová Photography

De repente, você não tem mais aquela pessoa na sua vida. A presença dela foi se desvanecendo em forma de mensagens que param de chegar, “bom dias” e “boa noites” a menos, finais-de-semana que parecem grandes demais para um coração apertado e muito, muito dolorido. Você quase não consegue acreditar que acabou. Nos primeiros dias, parece não haver força que sustente a ausência: as lágrimas correm pelo rosto mesmo que você tente evitar o sofrimento. Parece que a tristeza precisa sair por algum lugar e o peito não dá conta de contê-la. Dói. Nos momentos com os amigos, um abrigo: um abraço, palavras que acarinham e até algumas risadas que aliviam. No trabalho, o desligamento necessário das emoções. Mas, nos intervalos da vida é inevitável: as lembranças retornam e fazem sofrer. O desespero bate à porta. O que fazer diante de um término?

Pode ser que você tenha se identificado, em parte ou totalmente, com a situação que eu descrevi aí em cima e esteja precisando de uma luz. Algo do tipo: “o que eu faço agora que acabou?” Pode ser que você tenha terminado nos últimos dias ou já há algumas semanas. Ou então, conhece alguém que esteja passando por isso e não sabe como ajudar. É uma situação muito difícil.

Nesse texto eu trago algumas dicas que podem ajudar. Vem comigo:

  • Abra mão do controle.

Em primeiro lugar, você precisa entender que não tem o controle completo sobre a sua vida a ponto de deixá-la exatamente como você quer, no tempo em que decide. Isso é impossível. Se você focar no momento presente da dor, será muito frustrante perceber que as coisas foram por um caminho tão doloroso. Mas, você precisa aprender a se tirar um pouco do afogamento nas emoções e olhar a sua vida como se a observasse “de cima”: reparar que ela muda e que, muitas vezes, a mudança que hoje te faz sofrer fará sentido amanhã. Ou seja, você está caminhando sempre. Tendemos a pegar a nossa dor e a visualizarmos com se ela fosse infinita, quando na verdade ela não é! As emoções têm um ciclo, e o processamento emocional da separação tem início, meio e fim. Para que isso aconteça, precisamos focar no nosso próprio caminho, independente daquela pessoa. Então, está na hora de você começar a focar na sua caminhada e tentar controlar menos as coisas à sua volta que não têm controle. Essa pessoa foi embora, mas você não pode ir embora de si mesmo! Comece agora.

  • A sua vida agora está desvinculada da outra pessoa.

A sua vida não tem mais nenhum tipo de relação ou vínculo com a vida da outra pessoa. Isso significa que a sua felicidade não depende mais dessa pessoa. O seu bem-estar não depende mais dessa pessoa. A sua auto-estima não depende mais dela. Nada depende mais dela! Você não precisa mais dessa pessoa na sua vida. Nem nunca precisou! A verdade é essa. O que você precisa é de um corpo com saúde, ar pra respirar, comida, água potável, roupas, itens de limpeza e uma casa pra morar. Se você ainda tem a sorte de ter amigos e uma família, você precisa dela menos ainda! Mas muito menos do que você está tendo consciência nesse momento. A grosso modo, é isso. Não coloque dependência onde não tem. Seja racional nesse momento.

“Mas, Elisa, se ele(a) me abandonou, como a minha auto-estima pode se manter diante disso?”

A sua auto-estima, como o próprio nome diz, diz respeito à sua estima por você mesmo(a). Aonde está o outro nisso? Cabe a você olhar para tudo o que aconteceu e não deixar que nada disso te abale: que não abale os seus valores enquanto pessoa. Porque você pode ter acertado, errado, feito isso ou aquilo, enfim! Pode ter acontecido de tudo. Mas, ainda assim, eu tenho certeza que você tem seus próprios valores, suas opiniões, e suas crenças dentro de si. Suas qualidades. Agora é a hora de você recuperar tudo isso e resgatar o valor que você tem para você mesmo(a). Você pode. Você consegue. Ninguém é capaz de tirar isso de você. É você quem não pode se colocar pra baixo porque a outra pessoa escolheu não estar mais com você, ou só porque não deu mais certo estar com ela e você escolheu deixá-la. Lembre-se que uma relação é feita de dois! Não existe um culpado. Apenas não deu certo! O outro tem o direito de não estar mais com você. E você tem o dever de continuar mesmo sem ele(a), ok?

Leia essa frase 3 vezes seguidas: as atitudes que o outro tem com você não são capazes de qualificar o seu valor próprio. Só você tem essa capacidade.

O seu amor próprio independe da outra pessoa. Ela vai embora, mas o seu amor próprio fica.

  • Não fique pensando nas razões do término. Apenas o fato é o importante agora.

Se atenha ao fato de que vocês terminaram. Não deixe a sua cabeça ficar te torturando, tentando analisar o que levou o relacionamento a acabar. E ainda, ficar pensando “E se eu tivesse feito isso ao invés de aquilo?”. Eu sei que isso é quase impossível, mas quando você perceber que está fazendo demais estas análises, pare! Isso não vai mudar em nada o que já aconteceu! E os fatos não são lineares assim, do tipo A causa B. Você definitivamente não tem como saber o que teria acontecido se o seu comportamento tivesse sido diferente. E, convenhamos: se tivesse dado para agir diferente você teria agido, correto? Então, caia na real de que você fez o que foi possível pra você fazer. Você apenas viveu. Você não seria capaz de salvar um relacionamento sozinho(a), nem que você fosse perfeito(a). Um relacionamento é feito de dois e esse somatório é que dá um resultado. Então, pense assim: “Terminamos. O que farei agora comigo e com a minha vida?” Isso, sim, vale a pena pensar.

  • Nunca duvide da sua força.

Saiba que você vai superar, assim como provavelmente já superou outros términos. E, se nunca passou por um, pense que milhões passam por isso todos os dias e superam. Por que você não superaria também? Quando um ciclo na nossa vida termina, nós não temos escolha a não ser continuar vivendo até que o próximo se inicie. E isso vai acontecer com você. Nunca duvide do quão forte e capaz de superar coisas difíceis você é. Se você não sabe como, viva um dia de cada vez e você aos poucos irá superando, se reinventando e pode até mudar pra melhor! Respeite o seu tempo de luto desse relacionamento, permita-se ficar triste e chorar pelo fim, mas depois disso retorne para a sua vida. Ela vale muito a pena! Acredite na sua capacidade de vivenciar momentos muito bons e de construir coisas novas, independente de ter alguém do seu lado.

  • Haja na sua vida em prol da sua recuperação.

Superar um término exige o seu engajamento. A afirmativa de que “O tempo cura tudo” é falsa. O tempo sozinho não vai curar a sua ferida! O que vai curar vai ser o quanto você se importa com você mesmo. O quanto você quer sair dessa. Pare de ficar pensando fixamente naquela pessoa como se ela fosse a única solução pra sua vida ou a única motivação para continuar vivendo. A vida está lá fora, como sempre esteve. E nela tem tanta coisa boa pra você viver, descobrir, saborear. Permita-se pelo menos reconhecer isto. Você quer se dar uma nova vida depois desse relacionamento? Ou você prefere ficar no buraco indefinidamente, achando que a sua vida não tem mais jeito? Vou te dizer uma coisa: a única coisa que não tem solução na vida é a morte. Fora isso, levante e ande. Vá em direção à sua felicidade. Se não der pra ir andando, rasteje. Se não der pra rastejar, engatinhe. Mas vá. Se preocupe com a sua felicidade! E essa pessoa não tem mais relação com ela! Não queira carregar o outro nas costas e nem ser carregado(a) por ele. Aprenda a caminhar com as próprias pernas! Coloque-se como prioridade na sua vida e tudo começará a mudar. O primeiro passo acontece dentro de você… Acorde para o esplendor da sua vida! Construa uma vida melhor! Seja a melhor versão de você mesmo(a)!

– Ponha aquela música que você adora pra tocar e dance!

– Faça aquele programa que você nunca fazia porque o(a) ex não gostava. Vai visitar aquele seu amigo que você não vê há muito tempo, curtir aquele show de metal (ou seja lá do que for) que ele(a) detestava!

– Planeje uma viagem, sozinho(a) ou com amigos. Vá ver coisas novas!

– Se permita passar um dia em casa vendo filme se essa for a sua vontade! Não é porque você terminou que você precisa sair pra night imediatamente para “pegar” alguém. Não se force a nada. Ficar com alguém novo não necessariamente significa virar a página!

– Busque atividades novas em grupo para te animar. Tem tanta coisa por aí para se fazer! Uma aula de dança, um vôlei de praia, uma luta… Movimentar o corpo e conhecer novas pessoas pode fazer bem.

Enfim, seja criativo(a)!

  • Retire do seu campo de visão tudo o que possa lembrar a pessoa ou o relacionamento

Pode parecer simplista, mas a frase “o que os olhos não vêem, o coração não sente” quase cabe como uma luva para o término. Isso porque retirar do seu campo de visão a maioria das coisas que possam lembrar aquela pessoa pode te ajudar bastante a reduzir o sofrimento e a focar mais em você e na sua vida. Uma lembrança que venha à sua mente ainda é menos dolorosa do que aquela que vem ao olhar uma foto de vocês dois ou aquele presente que ele(a) te deu no dia dos namorados. Os objetos trazem uma concretude à lembrança que podem te fazer sentir uma dor mais intensa. Fora que, quanto menos objetos no ambiente que te façam lembrar a pessoa, melhor será para aliviar a sua dor. Então, aos poucos, vá retirando as fotos dele(a) do seu Facebook, vá guardando os objetos que você associa ao relacionamento. Vá fazendo isso no seu tempo. Se for possível, pedir que a pessoa te entregue suas coisas que ficaram na casa dela e você devolver a ela as que ficaram na sua também pode ser interessante para ajudar a concretizar e processar a separação (é como um ritual).

Observação importante: preste atenção se você acha que se sentirá melhor fazendo essas coisas que indiquei neste item. Se você achar que ficará pior fazendo isso ou que ainda não é o momento, não faça. Cada passo deve ser dado no seu tempo, e você não precisa levar isso à risca. Encontre a sua melhor forma de se despedir desse relacionamento. Essa é apenas uma sugestão, e tudo varia muito de acordo com o caso e com a pessoa. Portanto, não force nada que vá contra a sua vontade e o seu bem-estar!

  • Não se compare à outra pessoa no pós-término

Cada um é de um jeito, tem uma personalidade, tem uma maneira de lidar com as situações difíceis. E isso inclui um término. Não compare a sua maneira de lidar com o término com o da outra pessoa, e muito menos fique conjecturando sobre o que a outra pessoa deve estar sentindo ou pensando. Muitas pessoas acabam visitando o perfil do(a) ex nas redes sociais, olhando fotos e lendo conversas e comentários, e muitas vezes com isso só acabam por magoarem a si mesmas ao invés de se ajudarem a seguir em frente. Entenda que, nesse momento, você está com a ferida aberta e qualquer coisa – qualquer coisa mesmo! – será motivo para armar as suas defesas e imaginar sempre o pior… Acredite: se você ficar vasculhando a vida do(a) seu ex, você corre o risco até de ver coisas que não existem. Vai começar a imaginar na sua cabeça como está a vida dele(a) como se estivesse melhor do que a sua, o que você nunca vai saber. A verdade mesmo, só quem sabe é a pessoa que está vivendo. Você vai acabar criando uma realidade paralela muito assombrosa e dolorosa pra você. Quer seguir com a sua vida? Não vasculhe, não imagine. Pare de procurar por ele(a), pelo menos por um tempo. É bom você se distanciar e evitar ter contato com essa pessoa para te ajudar a lidar com a separação. Pode ser que um dia vocês se reaproximem? Pode. Mas agora não é o momento.

A vida dele(a) não te diz mais respeito. Pode doer ler isso, mas essa frase é libertadora e vai te proteger de muitos sentimentos e sensações ruins. Ele(a) está lidando da melhor maneira que pode lidar, e cabe a você também lidar com esse término da sua melhor forma. E não tem forma certa ou errada! Se você acha que ele(a) está melhor ou pior que você nisso, que diferença isso faz pra sua vida? Nenhuma! Então siga com a sua vida e não olhe pro lado (nem pra trás). Olhe pra frente.

  • Sentir saudade é diferente de ter um sentimento atual por essa pessoa

Saiba diferenciar a saudade de ainda ter sentimentos por aquela pessoa. É normal sentirmos saudades do que um dia foi bom no relacionamento… Afinal, se um dia nos relacionamos com aquela pessoa, é porque tinha algo de bom nisso. Mas, atualize o sentimento. Não confunda sentir saudade de partes do passado com ter sentimentos pela pessoa. Pode ser que no passado ela era ótima nisso e aquilo, você a admirava e sente saudades daquela época. Mas você sabe que aconteceu várias coisas que culminaram no término. E que, portanto, seu sentimento talvez tenha mudado ao longo do tempo e você pode não ter percebido… Ou então, seu sentimento pode ter mudado hoje mesmo. Agora mesmo. A pergunta é: será que você realmente sente isso que você acha que sente por ele(a) hoje? O que você realmente sente por essa pessoa agora? Cuidado para não criar um sentimento em sua mente com base na saudade que você tem a partir das lembranças… São duas coisas diferentes. Não estou dizendo para você negar qualquer sentimento que ainda exista, e sim para você prestar atenção em atualizá-lo quando necessário. Se uma hora você sentir que o sentimento mudou, não se apegue ao que sentia antes… Permita-se desprender-se quando for o momento.

  • Seja positivo(a)

Só porque tudo parece estar enevoado aonde você está não significa que mais adiante não faça sol.

Assim é quando estamos percorrendo um caminho novo e desconhecido. Por mais que seja difícil, acredite em um amanhã melhor pra você. Você não precisa enxergar aonde tudo isso vai dar. Mas você pode dar o primeiro passo imaginando que vai valer a pena lá na frente. Seja positivo(a) com você. Por você!

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É isso. Espero ter te ajudado! Muito boa sorte. Fé no que virá!

Amor · Relacionamento

Como superar o medo de amar?

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Foto: Bára Vávrová Photography

O medo de amar é cada vez mais frequente no mundo atual, onde as relações encontram-se muito fluidas e impermanentes e onde o novo é muito mais valorizado do que o velho. Temos medo de sermos descartados antes que o amor se solidifique. Ao mesmo tempo, há uma rapidez na formação dos vínculos amorosos, onde um forte apego é rapidamente desenvolvido sem que o amor tenha ainda criado raízes mais profundas. Resultado: quando a separação acontece, a dor é vivida intensamente, como se nós estivéssemos nos despedaçando. E, então, vem o medo de amar de novo.

Qual é a causa disso e como mudar esse padrão?

A causa é impossível de ser descrita, visto a complexidade do ser humano e da história de vida e personalidade particular de cada um. Entretanto, posso apontar como um importante fator a falta do auto-conhecimento, o que faz com que crie-se um vácuo/buraco que pretende-se ser preenchido pelo outro. Nós acabamos não amando, e sim nos apaixonando por uma imagem idealizada. Seguimos nos confrontando com a realidade e tentando transformar o outro no que gostaríamos que ele fosse, no que ele não pode ser. É o “amor” que vai machucando cada vez mais e que, quando o relacionamento termina, percebemos que o que doeu não foi perder aquela pessoa e sim perder os sonhos e tudo o que idealizamos. Dói o fato de termos nos perdido de nós mesmos, na busca obsessiva por encontrar um amor aonde não havia amor.

O auto-conhecimento anda muito desprezado atualmente: o mundo sempre tem uma resposta pronta para todas as suas questões fora de você! Em forma de produtos que serão consumidos rapidamente, descartados e novamente comprados. Compramos tudo o que não somos. Buscamos tudo fora de nós, quando na verdade tudo o que precisamos está dentro de nós! Isso se repete quando o assunto é relacionamento amoroso. Buscamos no outro sempre o amor. Mas, ele deve partir de nós primeiro. Receberemos o que emitimos para o mundo. Se emitirmos nossa carência, encontraremos “buracos” vindos dos outros também – pessoas que não serão capaz de nos amar de verdade.

Tudo o que precisamos é nos encontrar com nós mesmos e sermos inteiros. Dessa forma, não teremos mais tanto medo de amar. Nosso amor-próprio nos preencherá por dentro e, assim, evitaremos colocar no outro o peso de nos preencher. Quando não existe esse peso, a relação tem a possibilidade de ser semeada, de crescer e de se desenvolver. É o verdadeiro amor desabrochando aí. “Mas e se houver separação?” – Bem, ela não mais nos arrancará pedaços irreversíveis, pois saberemos que não dependemos de ninguém para encontrar a nossa felicidade. Éramos sós e felizes antes daquela pessoa chegar. A separação fará parte do nosso aprendizado pela vida.

Nascemos sós e morreremos sós, e isso não precisa ser visto com temor. Pois, como querer trilhar um caminho que não seja pelas nossas próprias pernas?

O amor só pode ser dado com o peito cheio (de nós mesmos!). Nunca vazio.

Abraços!

Elisa Florim

Relacionamento

3 boas razões para manter um relacionamento e 3 para pensar melhor sobre ele

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Você está em um relacionamento e percebe que estão enfrentando dificuldades, mas não sabe se isso é natural ou se é um sinal de que deve repensar a relação? Preparei pra você três indícios de que ainda pode valer a pena continuar investindo apesar das dificuldades, e outros três de que pode ser o momento de acender o sinalzinho amarelo e começar a repensar se ainda vale a pena vocês estarem juntos.

Bons sinais:

  • Os momentos de satisfação superam os momentos de insatisfação: apesar de todos os percalços, os momentos de satisfação superam os de insatisfação em termos de qualidade, principalmente. Então, por mais que vocês estejam tendo atritos, existem os momentos entre um atrito e outro em que vocês conseguem retornar para um estado de paz e se sentem plenamente felizes na companhia um do outro. É como se ainda existissem “ilhas de salvação” no relacionamento, seguras e firmes, para onde vocês vão e conseguem descansar juntos. Quanto maior for o tamanho dessas ilhas, melhor. Significa que o relacionamento já tem alguma base sólida e importante. Vocês podem fazer com que essas ilhas cresçam com o tempo até formar um país!
  • Você admira muito essa pessoa: a pessoa com quem você está se relacionando tem qualidades realmente especiais pra você, e você consegue citar uma a uma. Se vocês não perderam a admiração, isso é um ótimo sinal. Porém, se não conseguir encontrar essas qualidades, ou se as qualidades que ela tem não são as que você considera como essenciais, pode ser o momento de pensar se essa é uma pessoa com quem vale a pena você continuar junto. Se você não sabe quais qualidades considera como essenciais em alguém, comece a elegê-las, pois será muito importante ter isso como bússola.
  • Você consegue enxergar um futuro com ela: você consegue se imaginar daqui a algum tempo, e até daqui a alguns anos, com essa pessoa. Conseguir visualizar ela nos seus planos –  mesmo que você não saiba se eles irão acontecer, ou não tenha certeza se eles vão dar certo – é um ótimo sinal. Provavelmente, você percebe uma boa parceria nele(a), entre outras qualidades.

Maus sinais:

  • Você sente que a presença daquela pessoa pesa pra você: seu relacionamento não tem “ilhas de salvação”. É como se você nadasse, nadasse e ficasse sem rumo e sempre cansado(a). Quando você encontra com essa pessoa, sente o peito ficar pesado como se dissesse pra si mesmo: “Affe, que saco essa pessoa…”. Após passar um tempo com ela, sente que sua energia se esvaiu. Se todos os encontros com essa pessoa te causam essas sensações, isso é um mau sinal.
  • Estar com aquela pessoa está interferindo em outros aspectos da sua vida que você gostaria que estivessem evoluindo: você tem a sensação de que está “abortando” uma área da sua vida ou um plano seu que é muito importante pra você enquanto está com aquela pessoa. Você não consegue se imaginar sendo incentivado/acompanhado por essa pessoa durante a realização desse plano, e muito menos consegue inclui-la nele. É uma sensação como se você estivesse perdendo algo seu – ou até mesmo se perdendo de si mesmo – para estar com ela. Um relacionamento com boas chances de progredir é aquele onde estar com o outro não é sinônimo de “sobreviver”, e sim de viver plenamente! Você sente que a outra pessoa soma algo a você, e não que está perdendo alguma coisa. Fique atento se você sente que está perdendo.
  • Você sente como se o seu relacionamento diminuísse a sua autoestima: estar nesse relacionamento significa o tempo todo ficar dizendo para si mesmo (a) “Por que estou com ele (a)?”, “Me sinto um(a) idiota estando com essa pessoa”, “Como permito que ele(a) faça isso comigo?” Ou então, simplesmente a presença dessa pessoa te faz sentir-se diminuído, sem valor. Acumulam-se mágoas. Parece que o seu corpo fica te enviando sinais de que não é bom estar ali, em forma de angústias e tristezas, e você fica insistindo na relação – o que acaba te fazendo sentir-se mal consigo mesmo (a). Esse também é um forte indício de que a relação pode estar com o prazo de validade vencido, pois o desconforto está muito grande pra você. Questione-se: “Para quê eu ainda permaneço nessa relação tão destrutiva pra mim?” “Quais estão sendo os ganhos?” “E as perdas?” “Qual é o preço que eu pago estando nessa relação?” E, principalmente: “Quais são os medos que eu tenho com relação a uma possível separação?” Cuidar de você é muito mais importante do que permanecer em um lugar aonde dói estar ali, por medo do desconhecido ou pelo medo do sofrimento. Lembre-se de que, se você se identificou com este item, você provavelmente sofre constantemente por estar com essa pessoa.

Espero ter te ajudado a promover reflexões com esse texto. Lembre-se: não existem regras, nem certo e errado. Avalie e reavalie quantas vezes forem necessárias. Só você sabe o que está vivendo, portanto só você pode tomar as melhores decisões, se assim desejar.

Um abraço!

Elisa

Relacionamento

Diferença de idade: faz diferença no relacionamento?

Olá,

O texto de hoje é sobre a diferença de idade entre uma pessoa e outra em um relacionamento. Não pretendo aqui esgotar todas as questões sobre o assunto – longe disso! Colocarei apenas alguns pontos, levando em conta que aqui a situação imaginada é o relacionamento entre dois adultos, sendo eles jovens ou não. Aqui buscarei responder a seguinte questão: “Esta diferença de idade faz diferença?”.

Bem, esta é uma pergunta difícil, por algumas razões. Primeiro, porque é algo muito relativo. Começa a complicar a partir do momento em que sabemos que a idade biológica difere da idade emocional: a idade biológica não é uma escala precisa para informar a maturidade de uma pessoa.

O que quero dizer com isso? Vamos lá.

A maturidade emocional vem de acordo com as vivências e tempo próprio de uma pessoa para transformar estas vivências em oportunidades de aprendizado e mudança interna. É como absorver algo do mundo externo, “metabolizar” e conseguir deixar do lado de fora, ou descartar, o que não lhe serve e manter/criar no lado de dentro o que faz sentido. Porém, nem todo mundo amadurece ao longo de toda a vida: algumas pessoas interrompem seu próprio amadurecimento.

Pausa para um detalhe importante: o amadurecimento não tem linha de chegada. Ele é um processo sem fim. Não existe alguém completamente maduro, “pronto pra colher”. Existe, sim, alguém com um alto nível de maturidade emocional.

Continuando!

Determinados indivíduos veem a oportunidade de crescimento em tudo o que vivem; outros, só conseguem enquadrar o que vivem em suas próprias teorias altamente generalizantes e experiências passadas, repetindo a mesma história de novo e de novo em seu repertório. No primeiro caso, temos alguém que facilita seu próprio processo de maturação; no segundo, alguém que provavelmente se interrompe nisso.

A pessoa que está amadurecendo busca crescer dentro de cada experiência que vive: arrisca-se, busca ouvir outras opiniões, vive e formula e reformula suas ideias; ela olha para tudo com o “olhar de uma criança”, descobrindo algo novo sempre. Se permite errar e aprender com os erros. Gosta da novidade. Para ela, é suportável perder o controle algumas vezes. Entretanto, existem pessoas que apresentam uma rigidez maior, muitas vezes estagnam em determinada fase e não conseguem partir para a próxima. Criam opiniões e teorias imutáveis; têm pré-conceitos demais; pensam conhecer tudo à sua volta sem abrir-se para aprender com as outras pessoas e com os acontecimentos. Não gostam de novidade. Querem estar no controle de tudo e não suportam serem criticadas ou contrariadas.

Veja bem: ninguém gosta de ser criticado. Mas no caso destas pessoas é expressamente vedada a possibilidade de que outros as critiquem; quando acontece, é insuportável para elas. Insuportável MESMO. O medo delas de se arriscar é maior do que o medo de que tudo permaneça como está. Estas pessoas, muito provavelmente, estão enfrentando – ou já enfrentaram, no passado – dificuldades por questões que não vêm ao caso tratar aqui, mas que teriam um sentido e importância na vida delas. Cada um encontrará obstáculos diferentes pelo caminho, estando consciente das suas próprias limitações ou não, e também terá sua maneira única de lidar com o que for surgindo.

Entendido isso e retomando ao assunto, o que vai influenciar no relacionamento vai ser o nível de maturidade de cada um: se essa composição faz um bom efeito ou não para os dois. Dificilmente uma pessoa que busca cada vez mais amadurecimento irá tolerar uma pessoa que prefere manter-se em determinado nível. Ou então, pode não ser uma questão de querer: às vezes, as duas querem sempre crescer, melhorar, amadurecer, mas existe uma defasagem muito grande entre a maturidade de uma e de outra. Podem aparecer atritos e insatisfações. Caberá ao casal adequar-se a isso, de forma que ambos obtenham ganhos com a relação. Talvez um esteja disposto a ensinar e o outro a aprender. Mas, vai ser necessária uma boa dose de flexibilidade.

Além da maturidade, há dois outros fatores importantes a serem considerados: em qual etapa do ciclo de vida familiar estas duas pessoas se encontram e se esta diferença de idade significa algo para elas. Como elas estão se sentindo em relação a isso faz toda a diferença.

A etapa do ciclo de vida familiar se refere a qual estágio aquelas pessoas estão. Aqui temos exemplos de algumas fases possíveis: jovem adulto morando com os pais / saindo da casa dos pais / adulto solteiro morando sozinho / adulto no primeiro casamento / casado com filho(s) pequeno(s) / casado com filho(s) adolescente(s) / lançando os filhos e seguindo em frente / divorciado / segundo casamento / segundo casamento com filho(s) pequeno(s) / segundo casamento com filho(s) adolescente(s) / estágio tardio da vida, entre outros possíveis estágios. Lembrando que nem todas estas fases acontecem e não são necessariamente nesta ordem. O indivíduo pode não se casar, não ter filhos; ou então se casar partindo direto da casa dos pais para a vida a dois, sem morar sozinho; ou pode se casar e não se divorciar; ou se divorciar e não se casar de novo, etc.

Citei as etapas do ciclo de vida familiar porque, se as duas pessoas se encontram em estágios distintos – por exemplo, uma é um adulto jovem que mora com os pais e a outra é um adulto recém-divorciado do segundo casamento com filhos adolescentes – elas terão estilos de vida diferentes e poderão estar enfrentando dificuldades também muito específicas de cada fase. Talvez eles também encontrem divergências em seu meio social e/ou em seus gostos para lazer. Talvez. Não estou dizendo que vai ser sempre assim e nem dando certeza, mas é importante para um casal conseguir encaixar a parte social e a parte de lazer de cada um de uma forma compartilhada, e a diferença de fases do ciclo pode ser um fator que dificulta este encaixe.

E, por último, e não menos importante: como é para este casal ter idades diferentes, o suficiente para um deles se questionar sobre isso? Existe algum incômodo? Se sim, seria interessante examinar o que causa o desconforto: se é uma questão que envolve atração física, se envolve maturidade, o estilo de vida, acertos na parte financeira, enfim, o que está em jogo. A partir daí, é possível agir e negociar sobre o ponto que está desalinhado, para buscar um equilíbrio na relação. Cada um poderá verificar até onde é possível se adaptar e até onde não é. Às vezes, algumas mudanças pontuais já podem ajudar, e muito. Em outras, não há muito o que ser feito e não vale a pena os dois continuarem juntos. Só o casal poderá encontrar esta resposta. Se os dois estiverem se sentindo felizes e ambos estiverem ganhando com a relação, isto é um sinal de que a diferença de idade não apenas pode ser algo indiferente, como pode até ser algo positivo! Então, tudo dependerá do seu próprio movimento de reflexão e busca pelo bem-estar. Boa sorte! 🙂

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A escolha de ser feliz e o AMOR: uma história para refletir

Olá!

Estes dias visitei uma amiga e seu padrasto me contou uma história: a história de amor da vida dele. Foi casado durante dezesseis anos com uma mulher e brigavam todos os dias, incessantemente. A cada ano que passava, foi se perdendo dele mesmo nesse relacionamento. Estava cada vez mais infeliz. Ela o cobrava ser diferente do que ele era, e, para não se estressar e desagradá-la, ele acabava mudando por ela. Até que, um dia, andando de bicicleta na praia, encontrou uma mulher linda, alegre, que conversava com todos. À primeira vista, gostou dela. Observou-a durante um ano, até que um dia ela levou seu cachorro para passear e o cachorro se perdeu. Foi a oportunidade que ele encontrou para tomar coragem de iniciar uma conversa. Disse a ela que viu o cachorro e que ele havia corrido por certo caminho. O animal de estimação voltou para a casa dela. E eles iniciaram uma amizade. Ela também estava muito infeliz em seu casamento. Decidiram se divorciar dos respectivos cônjuges, para ficarem juntos. E assim o fizeram. Hoje, estão há 11 anos juntos. Ele, com 54 anos. Ela, com 65. Ele diz:

“Nunca pensei que fosse gostar tanto de uma pessoa. Uma pessoa maravilhosa. Quando estou longe dela, morro de saudades. Tudo nós levamos na esportiva, sem estresse. Do lado dela eu posso ser quem eu sempre fui, eu posso ser eu mesmo. Quando somos jovens, temos uma lista de prioridades. Com o passar do tempo, elas vão se afunilando e se resumem a uma só: a de ser feliz. A de ficar em paz. Nada nela me assusta, nada me faz querer mudá-la. E ela também não tenta me mudar em nada. E sempre foi assim, desde o início. Às vezes ela me dá um potinho com frutas em pedacinhos para eu levar para o trabalho. Certo dia, olhei para aquelas frutas e não acreditei na sorte que tinha dado em ter esta mulher ao meu lado. Nem a minha mãe havia feito isso pra mim. O carinho que ela tem por mim me impressiona. Uma coisa que ela [a minha esposa] me diz é que, quando um relacionamento é bom, é bom desde o início. E, realmente, sempre foi. Eu não consigo mais ficar sem ela.”

O que me chamou a atenção neste relato? A aceitação do outro como ele é. O carinho. O cuidado. O amor nas demonstrações mais simples e mais profundas. As demonstrações que por muitos são esquecidas, mas que este casal ainda mantém, e que são valorizadas na relação.

Hoje, no dia dos namorados, eu escolhi falar sobre a escolha de ser feliz. Sobre a escolha de ficar com alguém. De reafirmar o caminho escolhido ou de mudar de rumo. Não importa. Me pergunto: quantos hoje, nesta data, estão comemorando o dia dos namorados e estão realmente felizes em seus relacionamentos?

Esta história me fez pensar que recomeçar é para todas as idades. Que o amor é para todas as idades. E que a despedida também faz parte da felicidade de cada um. Que novos encontros e reencontros sempre são possíveis. Que o amor da sua vida pode tanto ser quem está do seu lado, quanto ser alguém que você encontra da forma mais despretensiosa possível. Que o amor é renovação. É todo o dia. Que você não deve mudar a si mesmo para fazer seu relacionamento dar certo, pois se perder de você mesmo só fará você e seu/sua companheiro(a) mais infelizes. Que só a autenticidade gera o sentimento mais puro de amor. Que duas pessoas, inteiras, cada uma tendo uma vida própria e com seu jeito único, só elas são capazes de formar um casal feliz. Que ninguém precisa aprisionar ninguém, pois o amor suporta a saudade e suporta a individualidade, em nome de um reencontro em breve, em nome de que, quando se reencontrarem, serão dois completamente sozinhos se unindo na companhia apaixonante do outro, na companhia que ao invés de sufocar, complementa. Na companhia que desperta o desejo de que nunca mais o outro se vá… Mesmo sabendo que essa garantia não existe. O “para sempre” só precisa fazer sentido dentro do coração…

Você escolhe, HOJE, quem está do seu lado neste dia dos namorados? Se não escolhe, mude. Se escolhe, permaneça, e reescolha a mesma pessoa de novo! Renove! Afirme a sua felicidade a cada dia. Seu amor a cada dia. Por você, e por ele(a).

Dedico este texto a todos os que acreditam no amor, nas suas reviravoltas, e no final feliz.

Abraços!

Elisa

Relacionamento

Ciúme: saiba por que a ex não tem nada a ver com isso

This is the worst date ever. Depressed young woman holding hand on chin and looking at camera while her boyfriend talking on the mobile phone at outdoors restaurant

Pra muita gente ex é sinônimo de ameaça, seja de qual ex se esteja falando: ex-namorada, ex-mulher, ex-ficante, ex-qualquer-coisa. Vou falar aqui no feminino, mas poderia ser ex-namorado ou ex-marido, pois este texto também pode servir para homens que sentem ciúmes dos ex. Praticamente essa figura é transformada em um fantasma que assombra o relacionamento, instaurando um ciúme e insegurança avassaladores capazes de prejudicar ou até de destruir a relação. Isso acontece com você?

Neste texto eu pretendo te explicar de uma forma rápida por que a ex não tem nada a ver com a história, por mais que você pense que tenha.

Antes de te dizer o que eu vim dizer, preciso te dar uma breve explicação pra você entender a minha linha de raciocínio e meus argumentos. Eu prometo que vou ser rápida:

Quando um relacionamento amoroso se forma, uma pessoa se relaciona com a outra e desta relação uma terceira “pessoa” surge: a unidade-casal. Mas deixa eu te esclarecer uma coisa: as duas unidades iniciais não desaparecem – ou pelo menos não deveriam desaparecer, pela saúde de ambos e da relação! Os dois indivíduos iniciais continuam a existir como unidades isoladas. No entanto, a unidade-casal vai se formando paralelamente como um mini-sistema: vai criando toda uma identidade especial, uma linguagem diferente, um funcionamento próprio e até uma maneira sua de responder e de receber o que vem de fora. Ou seja, este casal aprende a se sincronizar como uma espécie de maquininha que se utiliza de uma dose de criatividade para existir e fazer suas manutenções periódicas.

A unidade-casal está sempre em transformação; se ela congelar, ela adoece e começa a funcionar mal, até se quebrar e o casal se separar. Para que isso não aconteça, o casal está sempre buscando uma auto-regulação diante de ameaças internas e externas, encontrando maneiras de se proteger de qualquer coisa que possa vir a desestabilizá-lo enquanto unidade.

Você estudou biologia? Se sim, pensa no seu organismo quando se protege de um vírus. É isso. Um sistema trabalhando para manter-se vivo.

Pois bem. Aí vem aquela perguntinha:

“Tá, entendi essa parte chata do texto, mas e a ex nessa história?!”

Então presta atenção no que eu vou te dizer agora:

Quando o casal não está funcionando bem, qualquer desequilíbrio – interno ou externo ao casal – pode ser capaz de destruir a relação. Seja o papagaio, o cachorro, a dúvida se ama ou se não ama ou a EX! Nesse sentido, o problema do ciúme com a ex se iguala a qualquer outro problema que só comprova que o casal não está funcionando bem. A ex enquanto situação-problema, então, é apenas um sintoma da relação. É preciso encontrar a origem dele.

Isso é uma mudança completa no modo de ver as coisas, percebe?

Pouco importa se a ex de fato dá em cima do seu namorado/marido ou se é uma fantasia da sua cabeça. Quando vocês formam uma unidade coesa, com a confiança bem instaurada, a comunicação fluindo e os sentimentos que unem vocês existindo e agindo a seu favor, torna-se mais difícil uma situação externa ser um motivo tão grande para colocar a relação em crise.

Exemplo de um casal hipotético: a ex manda mensagens frequentes ou envia convites explícitos na intenção clara de que ele volte pra ela. Se o casal estiver funcionando bem, o homem em questão poderia, por exemplo, colocar um limite explícito até que ela desistisse ou simplesmente ignorá-la, mantendo o afastamento necessário para proteger a relação. Se isso não adiantasse, ele e a namorada/esposa, poderiam conversar e encontrar uma solução para o problema que fosse mais eficaz e que deixasse ambos mais confortáveis. São exemplos de saídas para resolver o problema.

As dificuldades aparecem para qualquer casal, mas nem todas se tornam um motivo para o término. Quando o casal está podendo ouvir e entender um ao outro, a ex pode fazer o barraco que for, enviar uma Kombi tocando música brega na janela do cara se declarando pra ele, até armar uma intriga, que nada será capaz de abalar a relação. Estou exagerando e brincando aqui pra você pegar bem a minha idéia. A ex ficará do lado de fora, em todos os sentidos.

  • O problema que acontece nos relacionamentos onde a ex parece ser o que origina todo o mal estar é que esse casal na verdade tem outra questão mais profunda e que diz respeito somente a ele.

E, muitas vezes, são problemas que ele não consegue ou não pode ver por isso ser muito doloroso. Às vezes, um dos dois ou ambos até enxergam, mas não querem assumir e enfrentar a situação por medo. Então, externalizam o problema para fora, como se ele estivesse numa terceira pessoa. Pode ser muito ruim se dar conta de que o sentimento que um sentia pelo outro não é mais ou mesmo, ou que boa parte da admiração e do tesão foi perdido. Ou então, que um não se encaixa mais nos sonhos do outro, não é mais capaz de estar perto, de se conectar com o outro. Ninguém quer que isso aconteça no seu relacionamento, não é?

Mas o que é melhor?

  • Colocar o problema na ex, sabendo que não encontrará solução (não podemos encontrar uma solução para um problema do casal fora dele), e muito pior: trazer uma terceira pessoa para a relação e provocar uma triangulação perigosa, que vai mais afundar o relacionamento do que salvar;

OU:

  • Buscar saber o que está acontecendo que a ex está se tornando um problema nesse momento e vocês dois juntos – ou você mesma – não estão conseguindo deixar ela de fora e resolver o problema de vocês. Dessa forma, examinando com cuidado a situação, pode-se encontrar sua origem e tentar reverter o cenário. Ao menos, será possível fazer alguma coisa a respeito.

A resposta você já deve estar imaginando. A segunda opção é a mais indicada. Se apropriar do problema é a chave. Traga o problema para vocês dois e deixe a ex do lado de fora. Assim você estará cuidando e protegendo a sua relação.

Espero ter te ajudado e até o próximo texto!

Elisa